segunda-feira, 9 de junho de 2014

O silêncio da noite tem gritado tua ausência. Como se eu estivesse despertado de um sono profundo e paralisante. Foi sim, um período de ostracismo. 
Os ponteiros pararam. 
A vida seguia em "slow". 
E você "so far away". 
Agora, aqui, tão perto, tão dentro.
Tão profundo em mim. Sinto ainda, como a primeira vez, teu gosto, teu cheiro. E o mundo girando ao meu redor, como se mais nada existisse além de mim, de nós e de todas as borboletas metamorfoseando em mim um misto de amor e paixão.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Após um longo período de inverno, hoje o dia amanheceu verão em meu quarto.
O sol invadiu despudoradamente pela janela e me fez despertar com calor e música. Minha anatomia inteira está em festa e há tempos não sentia em meus poros todos os melhores sentimentos do mundo.
Não que a vida esteja assim... Tão bela. Mas sempre há aquela porção mágica, que te faz sentir como se o teu mundo particular fosse melhor que qualquer outra coisa lá fora.
Contida e transbordante - é sim uma dicotomia - a exuberância da vida.
E com toda certeza, o inverno terá em sua essência o perfume da primavera e a renovação do outono,
porque hoje sou inteira calor... E amor!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

“E ela não passava de uma mulher... inconstante e borboleta.”

Estou terrivelmente inconstante. É bem verdade que tenho vivido momentos de alegria intensa. Mas por trás daquele sorriso há sempre uma dor atravessada. Latejando. Insistindo em doer. Porque até meus sentimentos mais íntimos estão expostos aos palcos gregos.
Vem de lá.
Sim.
Vem daquele berço minha estrutura completa. Minha alma carregada. Meu sorriso triste. Minha dor abaixo da espinha.
Trago comigo uma bagagem insuportável de carregar. Porque sim, sempre fui de brigar. Este é meu jeito de ordenar as coisas. Brigando. Obrigando-me a suportar aquilo que ninguém mais suportaria.
Sou assim mesmo, contraditória. Explosiva nos momentos mais solenes.
Contida naquele átimo de segundo para não se deixar golpear o coração.
Talvez eu tenha que aprender a ceder mais. Ser menos teimosa.
Talvez eu tenha que sair do meu mundo para simplesmente, viver no seu.
Metamorfosear você.

E apenas deixar a música tocar, assim, como o vento.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013


Você é vento que me sopra suave, que apesar de vento, aquece meus pensamentos. 

Que me faz sonhar a lua e acordar o sol. 
Que me deixa na espera, me faz hera do tempo. 
E posso ser tempo e vento. 
Brisa na tempestade, que te beija, mesmo em pensamento.